Ceratocone e cirurgia refrativa: quem tem a doença pode operar?

Pessoas com ceratocone devem ter cautela ao considerar a cirurgia refrativa como forma de correção visual. Em geral, a cirurgia refrativa tradicional, como o LASIK, é contraindicada nesses casos devido à fragilidade e instabilidade da córnea. 

O ceratocone é uma condição progressiva que causa afinamento e deformação da córnea, e procedimentos que envolvem o remodelamento corneano com laser podem agravar o quadro.

No entanto, existem alternativas cirúrgicas seguras para pacientes com ceratocone em estágios controlados e estáveis. 

Ceratocone e os riscos da cirurgia refrativa convencional

A cirurgia refrativa a laser remove tecido corneano para remodelar a curvatura da córnea. Em pacientes com ceratocone, essa remoção pode causar piora na deformidade corneana, levando a complicações visuais importantes.

No entanto, quando o ceratocone está estabilizado, outras opções podem ser discutidas, como o implante de anel intracorneano ou o uso de lentes intraoculares fáquicas, que não alteram a estrutura da córnea. A escolha do método deve seguir critérios técnicos e considerar o histórico clínico do paciente.

Alternativas à cirurgia refrativa para quem tem ceratocone

Entre as abordagens seguras mais adotadas em casos de ceratocone estável ou em fase leve, destacam-se:

  • Implante de anel intracorneano para regularizar a curvatura da córnea;

  • Crosslinking para estabilizar a progressão da doença;

  • Lentes esclerais ou rígidas para correção óptica não cirúrgica;

  • Avaliação do uso de lentes intraoculares fácicas, quando indicado;

  • Em casos mais avançados, transplante de córnea pode ser necessário.

Cada alternativa exige exames detalhados, como topografia corneana e paquimetria, para garantir que a escolha terapêutica respeite a segurança do paciente e os limites estruturais da córnea.

Cirurgia refrativa e ceratocone: avaliação individual é indispensável

Embora pacientes com ceratocone devam evitar a cirurgia refrativa convencional, em alguns casos, após estabilização da doença, pode haver alternativas seguras. O acompanhamento oftalmológico contínuo e a realização de exames complementares são fundamentais para determinar a viabilidade de qualquer procedimento refrativo, garantindo que a escolha respeite as particularidades de cada caso e preserve a integridade visual a longo prazo.

Dr. Danilo Boscoli

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